
O jornalista Marcelo Rezende abordou, na semana de 25 a 29 de janeiro, uma série de reportagens especiais no Jornal da Band, que vai ao ar às 19hs, que mostra os brasileiros que só descobriram a fé na hora do desespero. Gente de todas as classes que procuram na fé o caminho da cura. O programa exibido na sexta, dia 29, surpreendentemente, ao abordar os perigos dos falsos diagnósticos oferecidos às pessoas por dirigentes religiosos, tiveram como “estrelas”, dois Sacerdotes(?) das Religiões Afro- Brasileiras.
Vítimas de um verdadeiro esquema, montado com câmeras escondidas e com falsos pedidos feitos por uma repórter, que se passava por uma cliente, os sacerdotes comprovaram a extorsão e a desonestidade que praticavam, e que estão presentes em todas as religiões, envolvendo somas em dinheiro, em troca de uma pseudo ajuda. A denúncia feita na reportagem, colabora com o combate ao charlatanismo dentro dos Cultos Afro-Brasileiros, mas agride e discrimina a sacralidade das práticas religiosas herdadas do negro. Não se pode generalizar. Nem todas as lideranças são imorais, nem todas as Entidades são farsantes e nem toda a caída de búzio é mentirosa.
Seria importante e certamente ético, que as denúncias de outros cultos também tivessem sido apresentadas. A abordagem imparcial na produção de programas faz parte do jornalismo democrático. Será que a Band está com receio de afrontar outros canais de televisão que tem como pano de fundo, a religião? O tema da reportagem, é importante e interessante, mas a abordagem foi discriminatória, apontando somente os Cultos Afros como religião desonesta. Sabe-se que a desonestidade paira em todas as doutrinas, em especial, as chamadas “Grandes Religiões”.
Fonte: FOESP
A Gaxéta